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Mamoas de Paredes de Santo Adrião

Localização

Cronologia

Neolítico.

Descrição

Monumentos 1

A Anta 1 de Santo Adrião apresenta-se em adiantado estado de degradação o que condiciona a sua correta descrição. Os vestígios preservados apontam para um monumento de câmara poligonal alongada, talvez de planta sub-trapezoidal, pouco diferenciada em planta e alçado do corredor. A câmara megalítica encontra-se bastante entulhada pelas terras e pedras da mamoa, sendo apenas visiveis 2 esteios do lado Sul e 2 do lado Norte.

Entre a câmara e o corredor encontra-se um esteio tombado, aparentando ser o primeiro esteio do lado Sul do corredor. Este último, com 4,60m de comprimento e orientado a Este, possui conservados ou visiveis 4 esteios do lado Sul e 4 do lado Norte, verificando-se em cada um dos lados um esteio tombado. A sua largura à entrada é de 0,40m de e cerca de 1,80m de à entrada da câmara.

A mamoa, com cerca de 1,5m de altura conservada, apresenta cerca de 14m no eixo E/O e 11m no eixo N/S sendo composta por terras e pedras de granito. Este monumento é referido por A. Girão que o viu já bastante destruído (Girão, 1921: 39).

Este monumento Segundo informação recolhida por Ana Bettencourt junto do Sr. Porfírio Tavares da Silva, terá sido encontrada uma lâmina no interior da câmara megalítica (Bettencourt, 1981; Ramos, 1986: 163). Tal como a grande maioria das mamoas do concelho, este dólmen encontra-se implantado uma pequena plataforma associado a pelo menos mais um monumento, a Mamoa 2 de Santo Adrião. Outros monumentos existirão na zona, sendo referido por A. Girão “Não longe dessa anta, na chamada Vessada do Salgueiro e suas proximidades, nada menos de seis mamoas podem ainda observar-se, todas elas violadas e com o primitivo esqueleto megalitico quási totalmente destruído”. (Girão, 1921: 39).

Monumento 2

Mamoa de planta circular com cerca de 11m de diâmetro e 0.50m de altura máxima preservada, composta por terra e pedras de granito. Apresenta fossa cental de violação, não sendo visíveis quaisquer vestigios de esteios.

Este monumento encontra-se implantado na mesma plataforma da Mamoa 1 de Santo Adrião da qual dista 40 m (Noroeste) a uma cota média de 440m.

Fontes

Bibliografia

  • Bettencourt, A. (1981). Contributos para a Carta Arqueológica do concelho de Sever do Vouga. Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Trabalho escolar apresentado ao Instituto de Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Policop
  • Bettencourt, A. (1982). A propósito de um vaso troncocónico do Museu de Aveiro. Arqueologia. 5: 40-43.
  • Bettencourt, A. (1988). Carta arqueológica do concelho de Sever do Vouga. Sever de Vouga, Portugal, 250p, policop
  • Bettencourt, A. e Rebelo, T. (1988/89). Monumentos megalíticos da Serra do Arestal (Sever do Vouga Vale de Cambra). Inventário preliminar. “Portugália”. Porto. Nova série:9-10: 7-30
  • Girão, A. de A. (1921). Antiguidades Préhistóricas de Lafões. Coimbra.
  • Leisner, V. (1998). Die megalithgrãber der iberischen halbinsel. Der Western. Walter de Gruyter. Berlin - New York.
  • Moita, I. (1966). Características predominantes do grupo dolménico da Beira Alta, Ethnos, V: 189-277, XX Est.
  • Pêgo, M. C. C. (2002). Roteiro do Megalitismo - Legados de Sever do Vouga. Câmara Municipal de Sever do Vouga.
  • Ramos, F. S. (1998). Sever do Vouga - Uma Viagem no Tempo. Sever do Vouga. Câmara Municipal de Sever do Vouga
  • Silva, M.M.M (1986). Megalitismo na bacia hidrográfica do baixo Vouga, Coimbra (trabalho apresentado ao Instituto da Universidade de Coimbra no âmbito da disciplina de Pré-Historia Peninsular Europeia), polic.
mamoas_de_paredes_de_santo_adriao.txt · Última modificação em: 2020/05/11 19:09 (edição externa)