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Souto do Coval (Conjunto Megalítico)

Localização

Cronologia

Neolítico.

Descrição

Monumento 1

Também conhecido como Antela 1 do Cercal. “Este monumento foi intervencionado entre Abril e Maio de 1956 pela equipa de famosos investigadores que nos meados do séc. XX estudava a região, Luis Albuquerque e Castro, Octávio da Veiga Ferreira e Abel Viana. Colocaram então a descoberto o que parece ser um dólmen de câmara poligonal alongada e corredor curto pouco diferenciado em planta e alçado e descentrado.

Dos nove esteios então descobertos, restam apenas seis, 3 do lado Norte e 3 do lado Sul. A mamoa, bem preservada, apresenta uma altura de cerca de 1,5m e 15m de de diâmetro no eixo Norte-Sul e 17,5m no eixo Este-Oeste. O espólio recolhido resume-se a um pequeno fragmento cerâmico de fabrico manual. Embora este monumento não ocupe o ponto mais alto da esplanada, é bem visível, destacando-se bastante bem da envolvente, encontrando-se em perfeita sintonia com o monumento vizinho, o monumento 2, localizado apenas a cerca de 15m a Norte.”

Monumento 2

Tal como o seu monumento vizinho, também esta mamoa foi alvo de explorações arqueológicas por parte da mesma equipa. Os resultados obtidos foram pouco significativos, encontrando-se já na altura sem os esteios do seu esqueleto pétreo. Trata-se de um tumulus que se avista bem no terreno, apresentando uma fossa de violação central e planta circular com 11m no sentido norte-sul e 10 m no sentido este-oeste.

Monumento 3

Também conhecido como Mamoa do Arieiro. “Monumento bastante destruído pelas sucessivas surribas e implantado numa pequena plataforma à cota de 664m. Trata-se de uma mamoa com cerca de 8,5m de diâmetro no eixo Norte-Sul e 12,5m no eixo Este-Oeste e quase 1m de altura máxima preservada, cortada a Noroeste por um caminho murado. A cerca de 4m do limite Norte da mamoa, podem-se observar os topos de 2 esteios em granito. Distanciados destes 3,40m, e a SSE, encontram-se mais 2 esteios inclinados para o interior, junto dos quais repousa um 3º elemento pétreo que pode corresponder a uma tampa.”

Fontes

Bibliografia

  • Bettencourt, A. (1981). Contributos para a Carta Arqueológica do concelho de Sever do Vouga. Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Trabalho escolar apresentado ao Instituto de Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Policop
  • Bettencourt, A. (1988). Carta arqueológica do concelho de Sever do Vouga. Sever de Vouga, Portugal, 250p, policop
  • Bettencourt, A. e Rebelo, T. (1988/89). Monumentos megalíticos da Serra do Arestal (Sever do Vouga Vale de Cambra). Inventário preliminar. “Portugália”. Porto. Nova série:9-10: 7-30
  • Castro, L. A., Ferreira, O. V. e Viana, A. (1957). Acerca dos monumentos dolménicos da bacia do Vouga. Actas do 23º Congresso LusoEspanhol para o Progresso das Ciências. Coimbra. pp. 471-481
  • Girão, A. de A. (1921). Antiguidades Préhistóricas de Lafões. Coimbra
  • Leisner, V. (1998). Die megalithgrãber der iberischen halbinsel. Der Western. Walter de Gruyter. Berlin - New York
  • Lucas, M. M. (1986). Megalitismo na Bacia Hidrográfica do Baixo Vouga. Instituto de Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, policop.
  • Moita, I. (1966). Características predominantes do grupo dolménico da Beira Alta, Ethnos, V: 189-277, XX Est.
  • Pêgo, M. C. C. (2002). Roteiro do Megalitismo - Legados de Sever do Vouga. Câmara Municipal de Sever do Vouga
  • Ramos, F. S. (1998). Sever do Vouga - Uma Viagem no Tempo. Sever do Vouga. Câmara Municipal de Sever do Vouga

Museu Municipal de Sever do Vouga 2020/04/24 13:17

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