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Menir dos Lameirinhos

Localização

Cronologia

Neolítico.

Descrição

Localiza-se no planalto do Arestal, num local também conhecido pela população local como Mirante. Este monólito encontra-se incorporado no alçado poente do muro da Capela de São Tiago do Arestal. Serve, desde tempos imemoriais, de marco divisório dos concelhos de Sever do Vouga e Vale de Cambra, podendo tratar-se de um menir ou esteio de um dólmen reaproveitado para esse fim, visto que se insere espacialmente na área da grande necrópole megalítica do Arestal. Ocupa o centro de uma zona aplanada no sector sul do mesmo maciço, conhecido como Serra dos Salgueiros. É um ponto de convergência de caminhos antigos e uma área rica em recursos hidrográficos, com inúmeras nascentes que alimentam a intrincada rede de linhas de água que se estende pelas vertentes da Serra. Cerca de 300 m a sul da Capela de S. Tiago existe uma bacia depressionária, conhecida por Alagoa das Rocas, que retém um considerável volume de água durante os meses de Inverno.

Trata-se de um bloco afeiçoado de granito de grão fino de duas micas de contorno subtriangular. Mede 1,31 m de altura em relação ao nível do solo actual, 0,47 m de largura na base e 0,07 m de largura no topo. As faces decoradas apresentam superfícies rectas regulares. Foram identificados 4 motivos no anverso, ou seja, na face orientada a poente:

  • Motivo 1: Figura derivada de cruciforme (figura composta por duas linhas axiais perpendiculares; as extremidades da linha horizontal terminam em ângulo recto, formando uma figura com “braços arqueados” em posição oposta - o do lado esquerdo virado para baixo e dobrado na extremidade e o do lado direito virado para cima (dimensões: 20 cm x 18 cm);
  • Motivo 2: Figura derivada de cruciforme composta por linha subvertical da qual partem duas linhas em ângulo recto, formando uma figura cruciforme com “braços” arqueados para cima. A posição descentrada do arranque destas linhas à linha vertical aponta para a hipótese de terem sido gravadas de forma independente. A figura encontra-se junto ao limite inferior do painel, sendo a extremidade inferior da linha recta vertical tangente à linha de fractura da rocha;
  • Motivo 3: Covinha toscamente gravada na superfície de textura irregular, de contorno ovalado com diâmetro maior sob o eixo horizontal;
  • Motivo 4: Figura composta por duas linhas que formam um ângulo recto. Foi apenas identificado 1 motivo no reverso do monólito que corresponde a uma figura circular simples toscamente gravada e que apresenta um contorno exterior ovalado.

Fontes

Bibliografia

  • Alves, L. B. (2000). Levantamento da Arte Rupestre da Bacia Hidrográfica do Rio Vouga. 19 p. Acessível na divisão de inventário, documentação e arquivo da DGCP, Palácio Nacional da Ajuda, Portugal.
  • Queiroga, F. M. V. R. (2001). Inventário Patrimonial de Vale de Cambra, I - Arqueologia, Câmara Municipal de Vale de Cambra, Museu Municipal.
  • Ramos, F. S. (1998). Sever do Vouga - Uma Viagem no Tempo. Sever do Vouga. Câmara Municipal de Sever do Vouga

Museu Municipal de Sever do Vouga 2020/04/24 17:45

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