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Albino Costa

Filho de Manuel Costa, nasceu em Cedrim, na actual União das Freguesias de Cedrim e Paradela, a 28 de Fevereiro de 1858. Com apenas onze anos de idade, partiu para Pelotas, no Estado do Rio Grande do Sul, no Brasil. E a verdade é que, aos 20 anos, já se tornara um jornalista conceituado, de invejável cultura, frequentador das tertúlias do meio. Desconhece-se, no entanto, como é que em tão pouco tempo se instruíra de tal forma, pois até o general Fernandes Costa, seu primo, que dele escreveu uma biografia, em Maio de 1915, não o descobriu.

Aos 24 anos, Albino Costa fixou residência em Sant’Ana do Livramento, próximo da fronteira com o Uruguai, onde fundou o jornal Correio do Sul, através do qual procurou mobilizar a sociedade para as realizações colectivas. Em 1887, voltou a Pelotas para fundar, com dois amigos, o jornal Pátria, então já casado e com uma filha. Dois anos depois, regressou a Sant’Ana para se tornar um grande industrial, iniciando a actividade pecuária. Homem estudioso, empreendedor e grande conhecedor da situação económica brasileira, publicou trabalhos de grande impacto e sucesso pelos resultados práticos obtidos, aceites pelo próprio Governo.

Em 1902, regressou à sua terra natal, onde, para além de revelar as suas qualidades humanas, publicou um estudo sobre A Indústria Saladeiril (1904) e duas monografias, A Indústria do Xarque e a Criação de gados no Brasil e na América do Sul (1905).

Em 1909, enviou às vítimas do sismo ocorrido no Ribatejo um donativo de 500 francos e, dois anos depois, ao aperceber-se de um engano, restituiu ao Estado brasileiro a quantia que recebera a mais no pagamento de obras que, como construtor civil, executara para o Ministério da Marinha.

Aquando da sua segunda viagem a Portugal, em 1912, Tenente-Coronel e “comandante do 18º regimento de cavalaria da Guarda Nacional da comarca de Iguarassú, estado de Pernanbuco, Estados Unidos do Brasil, doou ao exército na pessoa do ministro da guerra, coronel António Xavier Correia Barreto, um Deperdussin que se constituiu como o primeiro avião militar português.1). Também ofereceu um relógio para a torre da igreja de Cedrim e comprou a casa onde viveram seus pais, ofertando-a à Junta de Freguesia para a sua sede, actual sede da JOVOUGA. A inauguração fez-se a 3 de Dezembro de 1936.

Segundo Fernandes Costa, a maior parte da sua obra encontra-se dispersa por numerosas publicações periódicas de diversas localidades brasileiras. Destaca-se o poema “Em País Distante”, bem como o conto “Cedrim”, escrito em 1915, onde perpassa toda a emoção sentida na sua primeira viagem a casa de seus pais, em 1902.

Figura na toponímia cedrinense.

Fonte

albino_costa.txt · Esta página foi modificada pela última vez em: 2020/05/11 19:09 (Edição externa)